Tricolor quer acesso à comunicação entre árbitro de campo e VAR em lances polêmicos do Choque-Rei. CBF alega necessidade de autorização da Fifa para abrir exceção ao protocolo.
O São Paulo encaminhou um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) solicitando a divulgação dos áudios da comunicação entre o árbitro Ramon Abatti Abel e o responsável pelo VAR, Ilbert Estevam da Silva, durante o clássico contra o Palmeiras, realizado no último domingo (6), no Morumbis.
A solicitação do clube, no entanto, esbarra no protocolo atual da arbitragem. Segundo a CBF, só podem ser divulgadas publicamente as comunicações de lances revisados pelo árbitro de campo no monitor do VAR — o que não ocorreu em nenhuma das jogadas contestadas pelo São Paulo.
Em resposta oficial enviada ao ge, a CBF afirmou que irá consultar a Fifa sobre a possibilidade de divulgar registros de lances que não passaram pela revisão no campo:
“A CBF, porém, consultará a FIFA sobre a possibilidade da divulgação de registros de checagens de lances não protocolares. Caso seja aprovado, a divulgação de registros de equívocos que possam conduzir a arbitragem a algum tipo de condicionamento a treinamentos ou avaliações se tornará praxe.”
O São Paulo questiona, pelo menos, cinco decisões da equipe de arbitragem e acredita que essas escolhas interferiram diretamente no resultado da partida, que terminou empatada em 0 a 0. O lance mais contestado ocorreu no início do segundo tempo, quando Allan escorregou e derrubou o volante chileno Tapia dentro da área — o clube entende que houve pênalti.
Na segunda-feira (7), o executivo de futebol do São Paulo, Rui Costa, esteve na sede da CBF para uma reunião com membros da Comissão de Arbitragem. O encontro contou com a presença do presidente da comissão, Rodrigo Cintra, e do gerente técnico do VAR, Péricles Bassols. Na ocasião, foram apresentados os áudios das checagens realizadas pelo VAR na partida.
Sobre o lance de Tapia, a comunicação interna mostrou que não houve recomendação para revisão no monitor, o que motivou ainda mais a insatisfação do São Paulo com a condução do jogo.
A CBF aguarda agora uma resposta da Fifa para decidir se poderá ou não atender ao pedido são-paulino e tornar os áudios públicos, mesmo sem a revisão em campo. Se autorizado, o caso pode abrir precedentes para maior transparência nas decisões do VAR no futebol brasileiro.
FONTE: https://ge.globo.com
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